quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Salvador Dalí

Salvador Dalí i Domènech, 1º Marquês de Dalí de foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. O trabalho de Dalí chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres do classicismo. O seu trabalho mais conhecido, A Persistência da Memória, foi concluído em 1931. Salvador Dalí teve também trabalhos artísticos no cinema, escultura, e fotografia. Ele colaborou com a Walt Disney no curta de animação Destino, que foi Lançado postumamente em 2003 e, ao lado de Alfred Hitchcock, no filme Spellbound. Também foi autor de poemas dentro da mesma linha surrealista.
Dalí insistiu em sua "linhagem judaica", alegando que os seus antepassados eram descendentes de mouros que ocuparam o sul da Espanha por quase 800 anos (711 a 1492), e atribui a isso o seu amor de tudo o que é excessivo e dourado, sua paixão pelo luxo e seu amor oriental por roupas. Tinha uma reconhecida tendência a atitudes e realizações extravagantes destinadas a chamar a atenção, o que por vezes aborrecia aqueles que apreciavam a sua arte, ao mesmo tempo que incomodava os seus críticos, já que sua forma de estar teatral e excêntrica tendia a eclipsar o seu trabalho artístico.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Salvador_Dal%C3%AD

Os Amantes, de Rene Magritte

Perturbadora, misteriosa, intrigante. Todos esses são adjetivos cabíveis à obra surrealista “Os Amantes”, feita no ano de 1928 pelo pintor Rene Magritte. Desvendaremos agora no Um Pouco de Arte para a sua Vida alguns dos mistérios que estão sob os seus panos.
A origem do casal retratado vem, provavelmente, da imaginação de Magritte, inspirada por um personagem francês. Como a maioria dos pintores surrealistas, o criador da obra era fascinado pelo Fantôma, uma espécie de vilão da literatura francesa. Esse personagem ficou tão conhecido que foi adaptado para o cinema, onde aparecia sempre com o rosto coberto por uma meia ou por um pano branco. Você pode ver uma imagem dele no final da página.
Outra possível causa para as faces ocultas está na morte da mãe do pintor, que cometeu suicídio e foi encontrada no Rio Sambre, no norte da França. A cabeça da mulher estava enrolada no vestido que ela usava, o que pode ter inspirado Magritte na execução de Os Amantes.  
Agora, vamos às características da obra: aparentemente, trata-se de uma fotografia de um casal que está viajando ou a passeio, já que o plano de fundo é formado por montanhas, e não por prédios e elementos comuns em temas urbanos.
Fonte: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2014/02/26/1084786/surrealismo-os-amantes-rene-magritte.html

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Autorretrato com Macaco, de Frida Kahlo

Autorretrato com Macaco, de Frida Kahlo, é a obra que você terá a chance de conhecer melhor no Um Pouco de Arte para a sua Vida. Mais de metade de todas as pinturas da artista são autorretratos e esse é apenas um exemplo do estilo que ficou conhecido como sua marca.
Foi a partir de um divórcio em 1939 que Frida passou a pintar seu próprio rosto quase de maneira exclusiva, fazendo retratos nos quais ela procurava explicar o que sentia no momento da pintura. Ela dizia que pintava autorretratos porque se sentia sozinha com frequência e ela a conhecia melhor do que a outras pessoas.
O fundo da tela é coberto por folhas que passam uma sensação claustrobfóbica e fazem com que a imagem das personagens retratadas se posicione como se estivesse ainda mais perto de quem observa a obra.


Fonte: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2014/02/12/1081541/surrealismo-autorretrato-com-macaco-frida-kahlo.html

Surrealismo: Imagens poéticas e significado

A obra Eu e a Aldeia foi feita no ano de 1911. Nela, diversos aspectos do passado do pintor surrealista Marc Chagall foram retratados.
Considerada uma das obras mais famosas de Chagall, a obra possui diversos elementos. No primeiro plano, você pode ver um homem na cor verde, que provavelmente representa o próprio pintor. Já à direita, existe uma figura na cor branca, parecida com uma cabra. Isso pode ser uma referência a sua cidade-natal, pois ele cresceu numca cidade interiorana da Rússia.

Perceba que existem casas na parte superior da tela, bem como um casal cuja mulher está de cabeça para baixo. Isso dá um aspecto onírico para a pintura, tal como se Chagall estivesse pensando no seu passado, ou sonhando com ele.
Fonte: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2014/07/11/1100508/surrealismo-aldeia-marc-chagall.html#

Surrealismo: imagens poéticas e significado

Grande parte da estética surrealista apoia-se na concepção de imagem poética de Pierre Reverdy, segundo a qual a imagem nasce não da comparação, mas da aproximação entre duas realidades afastadas. E quanto mais distantes forem as realidades aproximadas, mais forte será a imagem poética. Reverente distancia mais ainda o mundo captado pelos sentidos e o mundo criado pela poesia. Além disso, a linguagem surrealista faz grande uso de descontextualizações, esvazia-se um significante de seu significado para atingir novos e inusitados significados. Herança de Arthur Rimbaud, procuram o desregramento também das relações de significação para a emersão de uma nova linguagem. Há uma busca da expressão por meio de uma linguagem não-instrumental e uma associação de liberdade à ruptura do discursiva.
Eu e a Aldeia, de Marc Chagall
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Surrealismo

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dias Gomes

Alfredo de Freitas Dias Gomes, mais conhecido pelo sobrenome Dias Gomes, morreu aos 77 anos de idade. Foi um romancista, dramaturgo, autor de telenovelas e membro da Academia Brasileira de Letras. Também conhecido pelo seu casamento com a também escritora Jenete Stocco Emmer (Janete Clair).
Essencialmente um homem de teatro, aos 15 anos Dias Gomes escreveu sua primeira peça, A Comédia dos Moralistas, com a qual ganharia o prêmio do Serviço Nacional de Teatro e pela União Nacional dos Estudantes (UNE), no ano seguinte. Em 1941 sua peça Amanhã Será Outro Dia chega às mãos do ator Procópio Ferreira que, empolgado com a qualidade do texto, chama o autor para uma conversa. Embora tivesse gostado do que lera, tratava-se de um drama antinazista e Procópio achava arriscado levar à cena um espetáculo desse porte em plena Segunda Guerra Mundial. Quando questionado se não teria uma outra peça, de comédia talvez, Dias lembrou-se de Pé de Cabra, uma espécie de sátira ao maior sucesso de Procópio até então, e não hesitou em levá-la ao grande ator que, entusiasmado, comprometeu-se a encená-la.
Sob a alegação de que a peça possuía alto conteúdo marxista, Pé de Cabra seria proibida no dia da estreia. Curioso notar que, embora anos depois o autor viesse a se filiar ao Partido Comunista Brasileiro, até então Dias Gomes nunca havia lido uma só linha de Karl Marx. Graças à sua influência, Procópio consegue a liberação da peça, mediante o corte de algumas passagens, e a mesma é levada à cena com grande sucesso. No ano seguinte, Dias Gomes assinaria com Procópio aquele que seria o primeiro grande contrato de sua carreira, no qual se comprometia a escrever com exclusividade para o ator. Desse período nasceram Zeca Diabo, João Cambão, Dr. Ninguém, Um Pobre Gênio e Eu Acuso o Céu. Infelizmente nem todas as peças foram encenadas, pois logo Dias e Procópio se desentenderam por sérias divergências políticas. Refletindo o pensamento da época, Procópio não concordava com as preocupações sociais que Dias insistia em discutir em suas peças. Tais diferenças levariam o autor a se afastar temporariamente dos palcos e ele passou a se dedicar ao rádio.
De 1944 a 1964 Dias Gomes adaptou cerca de 500 peças teatrais para o rádio, o que lhe proporcionou apurado conhecimento da literatura universal. Em 1960 Dias Gomes volta aos palcos com aquele que viria a ser o maior êxito de sua carreira, pelo qual se tornaria internacionalmente conhecido: O Pagador de Promessas. Adaptado para o cinema, O Pagador seria o primeiro filme brasileiro a receber uma indicação ao Oscar e o único a ganhar a Palma de Ouro em Cannes.
Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Dias_Gomes

O pagador de Promessas- Dias Gomes

Década de 60. Zé do Burro é um homem humilde que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir a promessa feita em um terreiro de candomblé de carregar uma pesada cruz de madeira por um longo percurso.
Zé do Burro é o dono de um pequeno pedaço de terra no interior da Bahia. Seu melhor amigo é um burro chamado Nicolau. Quando este adoece e não se consegue fazer nada para que o animal melhore, ele faz uma promessa a uma mãe de santo do candomblé: se seu burro se recuperar, promete dividir sua terra igualmente entre os mais pobres e carregará uma cruz desde sua terra até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador, onde a oferecerá ao padre local. Assim que seu burro se recupera, Zé dá início à sua jornada.
O filme se inicia com Zé, seguido fielmente pela esposa Rosa, chegando à catedral de madrugada. O padre local, que representa a autoridade da religião oficial, recusa a cruz de Zé após ouvir dele a razão pela qual a carregou e as circunstâncias "pagãs" em que a promessa foi feita, impossibilitando o cumprimento da mesma. Todos em Salvador tentam se aproveitar do inocente e ingênuo Zé. Os praticantes de candomblé querem usá-lo como líder contra a discriminação que sofrem da Igreja Católica, os jornais sensacionalistas transformam sua promessa de dar a terra aos pobres em grito pela reforma agrária.
Zé insiste em entrar na Igreja e recebe apoio da população pobre, que acredita que ele tem o direito de pagar sua promessa, criando, assim, uma situação de conflito com o padre. A polícia é chamada para prevenir a entrada de Zé na Igreja, e ele acaba morto em um confronto violento entre policiais e manifestantes a seu favor. Na última cena do filme, os manifestantes colocam o corpo morto de Zé em cima da cruz e entram à força na catedral.
https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Pagador_de_Promessas