terça-feira, 30 de agosto de 2016

Iracema- Gênero Literário

Para José de Alencar, como explicita o subtítulo de seu romance, Iracema é uma "Lenda do Ceará". É também, segundo diferentes críticos e historiadores, um poema em prosa, um romance poemático, um exemplo de prosa poética, um romance histórico-indianista, uma narrativa épico-lírica ou mitopoética. Cada uma dessas definições põe em relevo um aspecto da obra e nenhuma a esgota: a lenda, a narrativa, a poesia, o heroísmo, o lirismo, a história, o mito.
O encontro da natureza (Iracema) e da civilização (Martim) projeta-se na duplicidade da marcação temporal. Há, em Iracema, um tempo poético marcado pelos ritmos da natureza e pela percepção sensorial de sua passagem (as estações, a Lua, o Sol, a brisa), que predomina no corpo da narrativa, e um tempo histórico, cronológico. O tempo histórico situa-se nos primeiros anos do século XVII, quando Portugal ainda estava sob o domínio espanhol (União Ibérica), e, por forças da união das coroas ibéricas, a dinastia castelhana ou filipina reinava em Portugal e em suas colônias ultramarinas.
A ação inicia-se entre 1603 e o começo de 1604, e prolonga-se até 1611. O episódio amoroso entre Martim e Iracema, do encontro à morte da protagonista, dá-se em 1604 e ocupa quase todo o romance, do capítulo II ao XXXII. A valorização da cor local, do típico, do exótico, inscreve-se na intenção nacionalista de embelezar a terra natal por meio de metáforas e comparações que ampliam as imagens de um Nordeste paradisíaco, primitivo. É o Nordeste das praias e das serras (Ibiapaba), dos rios (Parnaíba e Jaguaribe) e da Bica do Ipu ou "bica".
"Iracema" (1884), por José Maria de Medeiros.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Iracema


Iracema- José de Alencar

Iracema (originalmente: Iracema - Lenda do Ceará) é um romance da literatura romântica brasileira publicado em 1865 e escrito por José de Alencar, fazendo parte da trilogia indianista do autor. Os outros dois romances pertencentes à trilogia são O Guarani e Ubirajara.
Etimologia
"Iracema" é um termo tupi que significa "saída de mel, saída de abelhas, enxame" (ira, mel, abelha + semu, saída). É um anagrama da palavra "América". Na obra, o escritor José de Alencar explica que "Iracema" é um termo originário da língua tupi que significa "lábios de mel": porém, segundo o tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro, tal etimologia não é correta.
Sinopse

Em Iracema, Alencar criou uma explicação poética para as origens de sua terra natal, daí o subtítulo da obra - "Lenda do Ceará". A "virgem dos lábios de mel" tornou-se símbolo do Ceará, e seu filho, Moacir, nascido de seus amores com o colonizador português Martim, representa o primeiro cearense, fruto da união das duas raças. A história é uma representação do que aconteceu com a América na época de colonização européia.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Iracema

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Sinopse do romance Lucíola- José de Alencar

Seduzida ainda jovem por um homem devasso em um momento de dificuldades e infortúnio em que precisava de dinheiro para salvar os familiares doentes, Maria é expulsa de casa pelo próprio pai, trocando então seu nome de Maria da Glória para Lúcia. Lúcia começa a viver como uma prostituta caprichosa, explorando seus ricos amantes, por quem manifesta um claro desprezo. Um dia conhece Paulo da Silva, um jovem pernambucano que chega ao Rio de Janeiro e se apaixona por ela. Esse afeto sincero faz com que a verdadeira natureza de Lúcia venha à tona. 
E essa luta entre a força regeneradora do amor puro e uma vida de pecados e devassidão que José de Alencar focaliza com muito vigor. Dedicando-se de corpo e alma ao amor de Paulo, que foi capaz de compreender e perdoar seu passado, Lúcia encontra pela primeira vez na vida a tão almejada paz de espírito. Mas, vitimada por uma doença fatal, vem a falecer na flor da idade, cercada pelos carinhos de Paulo, a quem encarrega de cuidar - como pai - de sua irmã mais nova, Ana.
Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Luc%C3%ADola

Enredo da obra Memórias de um Sargento de Milícias- Manuel Antônio de Almeida

Conta a história de Leonardo, que quando era pequeno só sabia aprontar travessuras e quando cresceu virou um sargento de milícias. São personagens a sua mãe, Maria da Hortaliça; seu pai, Leonardo-Pataca; seu padrinho, o barbeiro e sua madrinha. Quando seus pais brigaram, ele foi morar com o Padrinho que tentou educá-lo para que fosse padre. Contudo, o Padrinho não obteve sucesso em seus planos, pois o menino só sabia fazer brincadeiras e travessuras. O padrinho, com muita paciência com o menino, conseguiu que ele ficasse na escola por mais dois anos. 
Assim, Leonardo aprendeu a ler muito mal e a escrever pior ainda. Depois de crescer mais um pouco conheceu Luisinha, neta de D. Maria, que logo se apaixonaram, só que José Manuel um conhecido da família pediu Luisinha em casamento para roubar sua fortuna e Leonardo já sabia disso e faria tudo para impedir o casamento. Contou ao padrinho e a madrinha o interesse dele, então a madrinha logo foi contar para a D. Maria que o expulsou de sua casa e proibiu o casamento. Dias depois, seu padrinho caiu gravemente enfermo e três dias depois morreu deixando uma herança para Leonardo, pois quando era mais novo herdou a herança do capitão do navio que estava para morrer. E então, com interesse no dinheiro do filho, Leonardo-Pataca convidou seu filho para morar com ele mas não demorou muito tempo para começar a primeira briga e então Leonardo fugiu de casa e encontrou seu velho amigo e se apaixonou por Vidinha e por alí ficou!
Então foi preso e solto e no final casou-se com Luisinha e virou Sargento de Milícias.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3rias_de_um_Sargento_de_Mil%C3%ADcias

domingo, 28 de agosto de 2016

Equipe do Teatro



A nossa equipe irá trabalhar a adaptação da obra O pagador de promessas- Dias Gomes. #SomosTodosLiberté 

Enredo de A Luneta Mágica- Joaquim Manuel de Macedo

Simplício é um míope, quase cego, que tem desejo de enxergar. Um dia um conhecido o leva até Reis, que produz lentes muito poderosas; entretanto, de nada eles servem a Simplício. Reis decide levá-lo até um homem misterioso e que se diz mágico, vindo da Armênia. O sujeito faz uma lente mágica muito poderosa, mas o avisa: se olhar para qualquer pessoa ou objeto por mais de três minutos, verá a visão do mal. Simplício aceita a lente, mas não dá tanta atenção ao aviso do mágico Vendo apenas o mal das pessoas, Simplício acaba ficando solitário no mundo, onde todos o acham louco. Depois que, aparentemente, se sente recuperado e de não ter mais em mãos a luneta mágica que foi destruída, Simplício volta a ser o míope de antes, até o momento em que é levado novamente até o armazém do Reis. Lá reencontra-se com o mágico, que após um segundo ritual, o entrega uma segunda luneta.
 Os mesmos conselhos são dados pelo mágico a Simplício, só que dessa vez, após os três minutos, a luneta o dará a visão do bem. Simplício, depois de desconhecer qualquer mal que a visão do bem poderá trazer, acaba desobedecendo mais uma vez o mágico. Ele vê de uma forma exagerada apenas a bondade que existe nas pessoas e em todo o resto a sua volta. Por causa disso, acaba sendo vítima de trapaceiros e aproveitadores, que se aproveitam da sua boa fé, alimentada pela visão do bem de sua luneta mágica. Em consequência destes fatos, Simplício fica novamente contra a sua família e fora de casa. Ele então se vê sem rumo. Porém, depois de tornar-se mais uma vez refém da visão do bem, acaba por tomar uma medida radical. O fim dessa história toma uma outra direção, contrária ao plano final de Simplício.
A Luneta Mágica é provavelmente o primeiro romance brasileiro de fantasia, dentro daquilo que, mais tarde, seria chamado de "fantasia contemporânea" (ambientada na época do autor).
Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Luneta_M%C3%A1gica

sábado, 27 de agosto de 2016

Resumo do Livro O Moço Loiro- Joaquim Manuel de Macedo

O livro é um retrato da sociedade burguesa do Rio de Janeiro no século XIX, que discretamente o autor crítica. O romance é um discurso sobre o amor idealizado, representado nas figuras de Honorina e do herói que dá nome ao livro, o moço loiro, cuja identidade só vem a ser desvendada no final.
O Moço Loiro foi um dos primeiros romances brasileiros. A história tem como tema central o furto a cruz da família de Honorina. Por diversas circunstâncias, seu primo Lauro foi considerado culpado e expulso de casa. Sete anos depois, um estranho, conhecido apenas pela alcunha de "Moço Loiro" aparece e começa a cercar Honorina sob diversos disfarces, dizendo que a amava. Ele cria uma atmosfera de mistério tal que acaba por fazer Honorina se interessar cada vez mais por ele, até acabar se apaixonando. Por ser muito bela, Honorina despertou a paixão não somente no Moço Loiro, mas em vários outros rapazes, e, conseqüentemente, tornou-se alvo da inveja das outras moças da sociedade que frequentava
Tendo rejeitado todos os seus pretendentes, uma vez que já amava o Moço Loiro, ela e sua família acabam sofrendo com um plano elaborado por um deles, o mais fervoroso, e o mais rechaçado por ela. Felizmente, ela tem um anjo protetor zelando por seu destino. Joaquim Manoel de Macedo tem uma linguagem rebuscada, mas não a ponto de deixar a leitura difícil. Algo que me chamou a atenção é a sua capacidade de retratar a sociedade brasileira daquela época, chegando até mesmo a denunciar com ironia e comicidade, em alguns casos, a falsidade que reinava entre as pessoas.
Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Mo%C3%A7o_Loiro_(livro)