terça-feira, 23 de agosto de 2016

Surrealismo: Imagens poéticas e significado

A obra Eu e a Aldeia foi feita no ano de 1911. Nela, diversos aspectos do passado do pintor surrealista Marc Chagall foram retratados.
Considerada uma das obras mais famosas de Chagall, a obra possui diversos elementos. No primeiro plano, você pode ver um homem na cor verde, que provavelmente representa o próprio pintor. Já à direita, existe uma figura na cor branca, parecida com uma cabra. Isso pode ser uma referência a sua cidade-natal, pois ele cresceu numca cidade interiorana da Rússia.

Perceba que existem casas na parte superior da tela, bem como um casal cuja mulher está de cabeça para baixo. Isso dá um aspecto onírico para a pintura, tal como se Chagall estivesse pensando no seu passado, ou sonhando com ele.
Fonte: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2014/07/11/1100508/surrealismo-aldeia-marc-chagall.html#

Surrealismo: imagens poéticas e significado

Grande parte da estética surrealista apoia-se na concepção de imagem poética de Pierre Reverdy, segundo a qual a imagem nasce não da comparação, mas da aproximação entre duas realidades afastadas. E quanto mais distantes forem as realidades aproximadas, mais forte será a imagem poética. Reverente distancia mais ainda o mundo captado pelos sentidos e o mundo criado pela poesia. Além disso, a linguagem surrealista faz grande uso de descontextualizações, esvazia-se um significante de seu significado para atingir novos e inusitados significados. Herança de Arthur Rimbaud, procuram o desregramento também das relações de significação para a emersão de uma nova linguagem. Há uma busca da expressão por meio de uma linguagem não-instrumental e uma associação de liberdade à ruptura do discursiva.
Eu e a Aldeia, de Marc Chagall
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Surrealismo

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dias Gomes

Alfredo de Freitas Dias Gomes, mais conhecido pelo sobrenome Dias Gomes, morreu aos 77 anos de idade. Foi um romancista, dramaturgo, autor de telenovelas e membro da Academia Brasileira de Letras. Também conhecido pelo seu casamento com a também escritora Jenete Stocco Emmer (Janete Clair).
Essencialmente um homem de teatro, aos 15 anos Dias Gomes escreveu sua primeira peça, A Comédia dos Moralistas, com a qual ganharia o prêmio do Serviço Nacional de Teatro e pela União Nacional dos Estudantes (UNE), no ano seguinte. Em 1941 sua peça Amanhã Será Outro Dia chega às mãos do ator Procópio Ferreira que, empolgado com a qualidade do texto, chama o autor para uma conversa. Embora tivesse gostado do que lera, tratava-se de um drama antinazista e Procópio achava arriscado levar à cena um espetáculo desse porte em plena Segunda Guerra Mundial. Quando questionado se não teria uma outra peça, de comédia talvez, Dias lembrou-se de Pé de Cabra, uma espécie de sátira ao maior sucesso de Procópio até então, e não hesitou em levá-la ao grande ator que, entusiasmado, comprometeu-se a encená-la.
Sob a alegação de que a peça possuía alto conteúdo marxista, Pé de Cabra seria proibida no dia da estreia. Curioso notar que, embora anos depois o autor viesse a se filiar ao Partido Comunista Brasileiro, até então Dias Gomes nunca havia lido uma só linha de Karl Marx. Graças à sua influência, Procópio consegue a liberação da peça, mediante o corte de algumas passagens, e a mesma é levada à cena com grande sucesso. No ano seguinte, Dias Gomes assinaria com Procópio aquele que seria o primeiro grande contrato de sua carreira, no qual se comprometia a escrever com exclusividade para o ator. Desse período nasceram Zeca Diabo, João Cambão, Dr. Ninguém, Um Pobre Gênio e Eu Acuso o Céu. Infelizmente nem todas as peças foram encenadas, pois logo Dias e Procópio se desentenderam por sérias divergências políticas. Refletindo o pensamento da época, Procópio não concordava com as preocupações sociais que Dias insistia em discutir em suas peças. Tais diferenças levariam o autor a se afastar temporariamente dos palcos e ele passou a se dedicar ao rádio.
De 1944 a 1964 Dias Gomes adaptou cerca de 500 peças teatrais para o rádio, o que lhe proporcionou apurado conhecimento da literatura universal. Em 1960 Dias Gomes volta aos palcos com aquele que viria a ser o maior êxito de sua carreira, pelo qual se tornaria internacionalmente conhecido: O Pagador de Promessas. Adaptado para o cinema, O Pagador seria o primeiro filme brasileiro a receber uma indicação ao Oscar e o único a ganhar a Palma de Ouro em Cannes.
Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Dias_Gomes

O pagador de Promessas- Dias Gomes

Década de 60. Zé do Burro é um homem humilde que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir a promessa feita em um terreiro de candomblé de carregar uma pesada cruz de madeira por um longo percurso.
Zé do Burro é o dono de um pequeno pedaço de terra no interior da Bahia. Seu melhor amigo é um burro chamado Nicolau. Quando este adoece e não se consegue fazer nada para que o animal melhore, ele faz uma promessa a uma mãe de santo do candomblé: se seu burro se recuperar, promete dividir sua terra igualmente entre os mais pobres e carregará uma cruz desde sua terra até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador, onde a oferecerá ao padre local. Assim que seu burro se recupera, Zé dá início à sua jornada.
O filme se inicia com Zé, seguido fielmente pela esposa Rosa, chegando à catedral de madrugada. O padre local, que representa a autoridade da religião oficial, recusa a cruz de Zé após ouvir dele a razão pela qual a carregou e as circunstâncias "pagãs" em que a promessa foi feita, impossibilitando o cumprimento da mesma. Todos em Salvador tentam se aproveitar do inocente e ingênuo Zé. Os praticantes de candomblé querem usá-lo como líder contra a discriminação que sofrem da Igreja Católica, os jornais sensacionalistas transformam sua promessa de dar a terra aos pobres em grito pela reforma agrária.
Zé insiste em entrar na Igreja e recebe apoio da população pobre, que acredita que ele tem o direito de pagar sua promessa, criando, assim, uma situação de conflito com o padre. A polícia é chamada para prevenir a entrada de Zé na Igreja, e ele acaba morto em um confronto violento entre policiais e manifestantes a seu favor. Na última cena do filme, os manifestantes colocam o corpo morto de Zé em cima da cruz e entram à força na catedral.
https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Pagador_de_Promessas

domingo, 21 de agosto de 2016

O grande Masturbador

O Grande pintelério é uma obra de Salvador Dalí, pintada em 1929, durante o período do surrealismo. Encontra-se atualmente exposta no Museu Nacional Centro de Arte Moderna e Contemporânea Reina Sofia, em Madrid.
A porção central da pintura possui um perfil de cabeça humana olhando para baixo. A figura tem por base a formação rochosa em Creus, no litoral da Catalunha. Um perfil similar pode ser visto em A Persistência da Memória, de Dalí, pintada em 1931.
Uma figura feminina desnuda (que se assemelha à Gala Éluard, musa de Dali à época) surge na parte posterior da cabeça, o que pode significar a fantasia erótica sugerida pelo título da obra. A boca da figura feminina encontra-se no penís de uma figura masculina pintada (da cintura para baixo) na parte superior esquerda da tela, o que sugere a possibilidade de sexo. Abaixo do perfil da cabeça, próximo à boca, há um grande escroto.
A pintura representa as atitudes conflituosas do pintor em relação ao ato sexual. Em sua juventude, seu pai lhe deu um livro com fotos de pessoas sofrendo estágios avançados de doenças venéreas como forma de educá-lo.
As fotos tanto o fascinaram quanto o assombraram e o pintor continuou associando o sexo à purificação e à decadência ao longo de sua fase adulta.
Foi pintada no contexto do seu encontro com Gala Éluard, então esposa de Paul Éluard, e que se tornaria, posteriormente, sua amante, esposa e musa inspiradora

sábado, 20 de agosto de 2016

Visão Surrealista

A escrita automática procura buscar o impulso criativo artístico através do acaso e do fluxo de consciência despejado sobre a obra. Procura-se escrever no momento, sem planejamento, de preferência como uma atividade coletiva que vai se completando. Uma pessoa escreve algo num papel e outro completa, mas não de maneira lógica, passando a outro que dá sequência. O filme Um Cão Andaluz, de Luis Buñuel, por exemplo, é formado por partes de um sonho de Salvador Dalí e outra parte do próprio diretor, sem necessariamente objetivar-se uma lógica consciente e de entendimento, mas um discurso inconsciente que procura dialogar com outras leituras da realidade.
Esse e outros métodos, no entanto, não eram exercícios gratuitos de caráter estético, mas, como disse Octavio Paz, seu propósito era subversivo: abolir esta realidade que uma sociedade vacilante nos impôs como a única verdadeira. Para além de criar uma arte nova, criar um homem novo.
O Grande Masturbador 
Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Surrealismo

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Surrealismo

O surrealismo foi um movimento artístico e literário nascido em Paris na década de 1920, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo no período entre as duas Grandes Guerras Mundiais. Reúne artistas anteriormente ligados ao dadaísmo ganhando dimensão mundial. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas do psicólogo Sigmund Freud (1856-1939), o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Um dos seus objetivos foi produzir uma arte que, segundo o movimento, estava sendo destruída pelo racionalismo. O poeta e crítico André Breton (1896-1966) era o principal líder e mentor deste movimento.
A palavra surrealismo supõe-se ter sido criada em 1917 pelo poeta Guillaume Apollinaire (1886-1918), jovem artista ligado ao cubismo, e autor da peça teatral As Mamas de Tirésias (1917), considerada uma precursora do movimento.
Um dos principais manifestos do movimento é o Manifesto Surrealista de (1924). Além de Breton, seus representantes mais conhecidos são Antonin Artaud no teatro, Luis Buñuel no cinema e Max Ernst, René Magritte e Salvador Dalí no campo das artes plásticas.

Cadavre Exquis
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Surrealismo